Transporte coletivo sob investigação microscópica: um estudo da contaminação bacteriana e perfil de resistência

Ricardo Fernandes Gonçalves, Lizandra Ferreira de Almeida e Borges

Resumo


Veículos de transporte público apresentam superfícies que recebem alto índice de contato manual podendo atuar como potenciais reservatórios de patógenos. O presente estudo avaliou a contaminação bacteriana em veículos do sistema de transporte coletivo intercampi de uma universidade federal na cidade de Uberlândia, Minas Gerais. Para isso, foram coletadas amostras de quatro ônibus, em quatro locais estratégicos de maior contato com as mãos dos usuários, obtendo-se um total de 192 amostras, analisadas quanto a contagem de bactérias mesófilas, análise qualitativa e o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. As contagens de bactérias foram maiores na barra de entrada e barra superior horizontal, e as bactérias mais identificadas foram: Enterobacter cloacae, Serratia marcescens, Salmonella sp., Shigella sp.  e Staphylococcus aureus, com resistência principalmente à ampicilina, aztreonam, imipenem, para as enterobactérias e penicilina e eritromicina para o S. aureus. Os resultados deste estudo sugerem que a contaminação dos veículos avaliados reflete as mãos dos usuários, por isso, faz-se necessário também à adoção de políticas de boas práticas de higiene.


Palavras-chave


Fômites; Higiene;Transportes



DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2019.v22i1.601

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