Comportamento meiótico e viabilidade polínica de variedades locais de mandioca
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Resumo
A mandioca é cultivada há milênios, sendo a estaquia seu principal método de multiplicação. Embora possa se reproduzir sexualmente, essa característica é pouco estudada, e compreender sua biologia reprodutiva é essencial para avaliar os impactos da domesticação. Dessa forma, objetivou-se neste estudo estimar o comportamento meiótico e a viabilidade dos grãos de pólen de vinte variedades locais de mandioca cultivadas no norte do estado de Mato Grosso, Brasil, visando avaliar o potencial reprodutivo das diferentes variedades. Para tanto, aos seis meses após o plantio, botões florais masculinos em pré-antese e em diferentes estágios de desenvolvimento foram coletados de um experimento localizado no município de Alta Floresta-MT. Na preparação das lâminas, utilizou-se orceína acética 2%, para análise meiótica e solução tripla de reativo de Alexander, para viabilidade polínica. As análises foram conduzidas no Laboratório de Genética Vegetal e Biologia Molecular de Plantas, Universidade do Estado de Mato Grosso. Um total de 2.000 células/grãos de pólen foram contados por variedade e as observações realizadas pelo método de varredura. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA). As médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. As análises foram realizadas com auxílio do programa Genes. As variedades analisadas apresentam alto índice meiótico (> 86%) e média taxa de viabilidade polínica (62%). A domesticação da Manihot esculenta ao longo das gerações não comprometeu o potencial reprodutivo das variedades locais cultivadas nas roças dos agricultores familiares de Mato Grosso. Os agricultores, por sua vez, desempenham um papel crucial como mantenedores desse importante recurso genético, contribuindo para a manutenção e conservação da mandioca.
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