Violência Escolar e Horta Comunitária: A Educação Ambiental Enquanto Agente de Socialização

Juliana Munaretti de Oliveira, Janaína F. F. Cintrão

Resumo


A escola constitui-se em um espaço de intenso convívio social, pois sua própria condição socializadora envolve os indivíduos que nela participam em uma situação que inviabiliza o isolamento, muito embora, freqüentemente, faça dela o palco de comportamentos conflitantes, levando às relações violentas. Se a socialização é constituída ao indivíduo pelo convívio familiar e pela sociedade, podemos nos questionar se o indivíduo pertencente a uma família ou grupo que não lhe oferecem meios de discernir o que é correto à sociedade, encontrará, em sua experiência de vida, questões e situações conflitantes e violentas? Esta pesquisa partiu de uma experiência ocorrida entre alunos do ensino médio de uma escola estadual, do bairro Vila Xavier, na cidade de Araraquara – SP e seus professores. Foi aplicado um questionário para entender os problemas relacionados ao comportamento destes alunos, que são conflitantes com normas e padrões sociais. Pudemos perceber que ocorriam mudanças de seus comportamentos quando entravam em cena fatos ou situações envolvendo alimentação: a valorização do espaço do refeitório e o respeito às merendeiras deram-nos elementos para criar uma horta comunitária que criaria motivações com influências possíveis no espaço familiar e social. Com a criação da horta comunitária, além de completar a alimentação familiar dos alunos em suas casas, implicou na socialização desses alunos, na possibilidade de um novo ofício e na geração de valor à cidadania.

Palavras-chave


Violência Escolar, Educação Ambiental, Horta Comunitária, Socialização.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2004.v8i2.311

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista Brasileira Multidisciplinar-ReBraM (e-ISSN: 2527-2675)

Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / Brasil / CEP 14801-340