A Realidade do Idoso Institucionalizado Frente á Visita Familiar: Um Estudo Quantitativo

Aline Cristina de Faria, Sandra Aparecida Emidio Antonio, Cássia Tiêmi Nagasawa Ebisui

Resumo


O envelhecimento para o indivíduo consiste na perda gradativa de seus papéis sociais e o vazio experimentado por não encontrar novas funções. Esses sentimentos podem levá-lo ao sofrimento psíquico, principalmente quando há falhas na integração familiar. Este estudo quantitativo objetivou identificar o número de idosos institucionalizados que recebe visitas, assim como sua frequência e o vínculo dos visitantes, em um município do interior do estado de São Paulo. Para a coleta de dados utilizou-se questionário estruturado contendo questões de interesse ao estudo para que os 47 idosos (100%) institucionalizados respondessem. Os resultados mostram que, dentre os sujeitos respondentes, 64% dos idosos entrevistados recebiam visitas; em relação à frequência dessas visitas, 26% referem receber visitas no período superior a um mês. Os achados revelam ainda que 63% dos visitantes foram identificados como outros parentes (sobrinhos, irmãos, netos e primos e amigos) e, destes, 47% possuíam filhos que não visitavam seus pais. Concluiu-se que o achado de maior relevância neste estudo, além da corroboração da multiplicidade de perdas presentes na história de vida dos idosos institucionalizados, foi o sentimento de abandono inerente a todos esses idosos em relação aos filhos e outros parentes, assim como pela sociedade em geral, havendo necessidade de valorização dessa população emergente tanto nas instâncias governamentais como familiares.

Palavras-chave


Idoso; Instituição de longa permanência para idosos; Institucionalização; Família

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DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2014.v17i2.32

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