SUBSÍDIOS PARA ELABORAÇÃO DE PLANO MUNICIPAL PARA GESTÃO DA FRAÇÃO ORGÂNICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES PARA O MUNICÍPIO DE RIO CLARO-SP

Elisa Fonseca Horta, Marcus César Avezum Alves Castro

Resumo


A pesquisa propôs subsídios para elaboração de plano municipal para a gestão dos resíduos orgânicos. O universo da pesquisa foram os estabelecimentos da tipologia hortifrútis, compostos por mercados e verdurões. A partir da seleção da amostra foram obtidos os seguintes dados em campo: quantidade gerada, destino dos resíduos, segregação dos resíduos e frequência de coleta. A partir destes dados, estimou-se a geração total de resíduos orgânicos deste segmento no município, os custos para implantação e operação de uma central de compostagem, e as formas de cobrança dos geradores para a sustentabilidade financeira do sistema. De acordo com os resultados, cada estabelecimento gera, em média, 105 t/mês de resíduos, sendo 35 t/mês de orgânicos. Dos estabelecimentos entrevistados, 94% fazem a segregação na fonte dos resíduos, sinalizando que a proposta de gestão dos resíduos orgânicos pode ser aplicada sem muitas alterações na rotina já existente nos estabelecimentos. O custo de implantação da central de compostagem foi estimado em R$165 mil e o de operação em R$10 mil/mês. Foram desenvolvidos dois modelos de cobrança, um que tem como base o número de caixas registradoras (check-outs) e outro baseado no número de recipientes (cestas) coletados de resíduo por estabelecimento, ambos consideram o porte do estabelecimento. Os resultados sinalizam que o número de check-outs existentes nos estabelecimentos pode ser utilizado para formular os valores do sistema de cobrança. Assim, o custo mensal para ambos modelos está entre as faixas: Pequeno de R$75,44/mês a R$334,88/mês; Pequeno/Médio de R$295,04/mês a R$898,88/mês; e Médio de R$357,44/mês a R$1462,88/mês.


Palavras-chave


gestão de resíduos sólidos, plano municipal de resíduos sólidos, resíduos orgânicos.

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DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2016.v19i2.421

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