Os números primos de Ishango

Carla Santos

Resumo


Desde tempos longínquos que os números primos têm fascinado o Homem e despertado o interesse de inúmeros matemáticos. Muito se tem evoluído no conhecimento dos números primos desde que estes foram, há milénios, representados pela primeira vez, no osso de Ishango. Mas a tarefa de decifrar o misterioso conjunto dos números primos reveste-se de grandes dificuldades devido à inexistência de um padrão regular na sua distribuição e consequente ausência de uma “fórmula” capaz de gerar todos os números primos. Vestígios, chegados até aos nossos dias, provam que os números primos eram conhecidos pelos Babilónios, os Egípcios ou os Persas e que na Grécia Antiga o estudo dos números primos ganha expressão. Mas, acreditando na hipótese formulada De Heinzelin (1962), o conhecimento da primalidade pode ser muito anterior às civilizações da Antiguidade, uma vez que alguns dos agrupamentos de marcas existentes no osso de Ishango representam números primos. No presente trabalho pretende-se diversificar o estudo do osso de Ishango, analisando os números primos nele representados e associando-os a algumas das famílias especiais de números primos conhecidas, contudo não é nosso objectivo apoiar ou refutar alguma das teorias referentes à interpretação das marcas presentes no osso de Ishango.

Palavras-chave


História da Matemática, Números primos, Osso de Ishango

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DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2019.v22i2.638

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