ANÁLISE DE EXCIPIENTES UTILIZADOS EM CÁPSULAS PREPARADAS EM FARMÁCIAS MAGISTRAIS

Main Article Content

Pedro Augusto Amaral
Maiara Rodrigues Federeci
Jéssica Laira Ulian Candido Sant'ana

Resumo

Atualmente os excipientes farmacotécnicos estão sendo vistos não só como componentes da forma farmacêutica, mas também como substâncias capazes de influenciar na biodisponibilidade e, consequentemente, no efeito terapêutico dos fármacos, considerando que a utilização adequada destes é um ponto crucial para o sucesso de uma formulação. Baseado neste fato, o objetivo do estudo foi avaliar o uso de excipientes em cápsulas de fármacos previamente elencados e, com isso, verificar a qualidade destas formulações, bem como a perícia dos profissionais responsáveis por estas manipulações. A coleta de dados se deu por meio de um formulário a ser preenchido pelo farmacêutico de cada estabelecimento pesquisado, selecionando os excipientes utilizados pela farmácia para o preparo de cada fármaco. Para avaliação e consolidação dos resultados foram definidas pontuações para cada formulação, considerando se o uso dos excipientes estava adequado, aceitável ou inadequado. Os dados foram expostos percentualmente em gráficos. A média geral de acerto das farmácias voluntárias foi de 40,1%. Dentre os medicamentos, a Bupropiona aparece em destaque por apresentar 100% de erro na utilização de excipientes. A Ranitidina apresentou menor índice de erro 31,3%. O excipiente mais utilizado com 72,2% foi o amido. Concluiu-se que se faz necessário um melhor preparo das farmácias magistrais bem como de seus profissionais, pois apresentaram de forma geral, e também, na avaliação individual de cada fármaco, um baixo índice de acerto na escolha dos excipientes, comprometendo a qualidade, eficácia e segurança do medicamento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Article Details

Como Citar
Amaral, P. A., Federeci, M. R., & Sant’ana, J. L. U. C. (2016). ANÁLISE DE EXCIPIENTES UTILIZADOS EM CÁPSULAS PREPARADAS EM FARMÁCIAS MAGISTRAIS. Revista Brasileira Multidisciplinar - ReBraM, 19(1), 24-30. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2016.v19i1.365
Seção
Artigos Originais
Biografia do Autor

Pedro Augusto Amaral, Centro Universitário de Votuporanga, UNIFEV.

Farmacêutico ǀ UNIFEV

Mestrando em Imunologia e Parasitologia Aplicadas ǀ UFU

Especialista em Oncologia pelo Programa de Residência em Área Profissional de Saúde ǀ UFU

Especialista em Saúde da Família ǀ UnB

Maiara Rodrigues Federeci, Centro Universitário de Votuporanga,UNIFEV.

Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Farmácia e Bioquímica

Jéssica Laira Ulian Candido Sant'ana, Centro Universitário de Votuporanga,UNIFEV.

Possui graduação em Farmácia Bioquímica pela Fundação Educacional de Fernandópolis (2000), graduação em Análises Clínicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002) e mestrado em Análises Clínicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2004) e especialização em Farmácia Estética pelo Nepuga (2016). Atualmente é docente da Fundação Educacional de Votuporanga.

Referências

ALVES, AM; MATRICARDE, ES; YONAMINA, CM; FIGUEIREDO, LB; BERGANTIN, LB; DUARTE, T; TAVARES, JGP; ERRANTE, PR; FERRAZ, RRN; OLIVEIRA-JÚNIOR, IS; BOUÇAS, RI; RODRIGUES, FSM. Ausência de litíase urinária em usuários de orlistate. Sciense in Health. V.3,n.1(1)p:: 18-22, 2012.

ANSEL, HC; POPOVICH, NG; ALLEN, JR. LV. Farmacotécnica – Formas farmacêuticas e sistema de liberação de fármacos. 6. ed. São Paulo: Editorial Premier, 2000. 568 p.

AULTON, ME. Delineamento de formas farmacêuticas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. 677 p.

BEATI, AAGF; ROCHA, RS; OLIVEIRA, JG; LANZA, MRV. Estudo da degradação de ranitidina via H2O2 eletrogenado/fenton em um reator eletroquímico com eletrodos de difusão gasosa. Quim. Nova. v.32, n.1(1 )p. : 125-130, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopéia brasileira. Volume 1. Brasília, DF, 2010. v. 1.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 354, de 18 de dezembro de 2003

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 232, de 17 de agosto de 2005.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 67, de 8 de outubro de 2007

CELESTINO, MT. Estudo do uso racional de antioxidantes em formulações de sólidos orais. 2011. Rio de Janeiro. 108 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas), Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.

COUTO, AG; TAVARES, RC. Análise do perfil dos resultados de uniformidade de conteúdo de cápsulas de baixa dosagem produzidas em farmácias de manipulação de Santa Catarina. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl. v32,n.1(1),.: 263 - 268, 2011.

DEFÁVERI, MAS; LAPORTA, LV; SANTOS, MR; SILVEIRA, RL; ALVES MP; RUBIM, AM. Avaliação da qualidade das cápsulas de cloridrato de sibutramina manipuladas em farmácias. Disc. Scientia. v. 13, n.1(1):p. 71-83, 2012.

DELAZZERI, L; BORBA, SB; BERGOLD; AM. Desenvolvimento e validação de método cromatográfico para o doseamento do cloridrato de bupropiona. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl. V.26, n.3(3):p. 211-216, 2005.

FERNANDES, SCS. Determinação de sertralina, venlafaxina e seus metabólitos activos, em esangue e urina, por UPLC-MS/MS. 2013. Coimbra. Portugal. 194 p. Dissertação (Mestrado em Química Forense), Universidade de Coimbra. Coimbra, 2013..

FERREIRA, AO. Guia prático de farmácia magistral. 3. ed. Volv. l. 1. São Paulo: Pharmabooks, 2008. 736 p.v.1.

FRAZON, MA; SILVESTRIN, MS. Levantamento sobre excipientes para cápsulas em farmácias de manipulação de Curitiba. Visão Acadêmica.v. 11, n.2(2):p. 59-66, 2010.

GIL, E; BRANDÃO, AL. Excipientes: suas aplicações e controle físico-químico. 2. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2007. 285 p.

ISLAM, SMA; HOSSAIN, A; KABIR, ANMH; KABIR, S; HOSSAIN, K. Study of moisture absorption by ranitidine hidrochloride: effect of % RH, excipientes, dosage forms and packing materials. Dhaka Univ. J. Pharm. Sci. v.. 7, n.(1): 59-64, 2008. p.59-64.

LACERDA, DS; LIONZO, M. Aspectos atuais da biodisponibilidade de fármacos com baixa solubilidade: um enfoque sobre a sinvastatina. Infarma. v. 24(n.5-6, 5-6)p.: 3-9, 2011.

LAURENCE, LB; BRUCE, AC; BJÖRN, CK. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e Gilman. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. 2079 p.

LIMA, DM. Estudo da estabilidade e do perfil de liberação de comprimidos de maleato de enalapril e determinação da concentração plasmática em pacientes. 2008. Goiânia. 150 p. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde), Universidade de Brasília. Brasília.

MALUF, DF; PONTAROLO, R; CORDEIRO, GA; NAGATA, P; PERALTA-ZAMORA, P. Determinação de sibutramina em formas farmacêuticas através da espectroscopia no infravermelho com refletância difusa e métodos de calibração multivariada. Quim. Nova. v.33,(3):n.3, p. 649-652, 2010.

MISUTA, NM; SOARES, DA; OLIVEIRA, MLF. Quebra de normas de segurança na formulação de medicamentos e mortes por intoxicação pela colchicina em adultos. Rev. Ciênc. Méd.15(4): 347-351, 2006.

PAULO, GD; MAZZUCO, AP; RODOLPHO, JC; SALGADO, HRN; MORENO, AH. Estudo Comparativo de cápsulas contendo amoxicilina obtida de algumas farmácias magistrais. Rev. UNIARA v. 14, n.(2):, p. 50-60, 2011.

PISSATTO, S; MORAIS, EC; FOPPA, T; MURAKAMI, FS; SILVA, MAS. Avaliação da qualidade de cápsulas de cloridrato de fluoxetina. Acta Farm. Bonaerense. 25(4): 550-554, 2006.

OLIVEIRA, DM; MARKMAN, BEO; UESSUGUI, O; WU, EM; MAGNELLI, RF. Ensaio de dissolução de cápsulas de fluconazol: problemas encontrados na determinação por espectrofotometria na região do UV. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl. v.31n.(2):p. 211-213, 2010.

O’NEIL, MJ; SMITH, A; HECKELMAN, PE; OBENCHAIN, JR; GALLIPEAU , JAR; D’ARECCA, MA. The Merk index: na encyclopedia of chemicals, drugs and biologicals. 13. ed. Whitehouse Station, NJ: Merk & Co., Inc., 2001.

RECIFE, ACD. Amido retrogradado como excipiente de comprimidos para liberação controlada de fármacos: obtenção e caracterização. 2013. Araraquara. 116 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas), Universidade Estadual Paulista. Araraquara, 2013..

REGE, BD; KAO, JP; POLLI, JE. Effects of nonionic surfactants on membrane transporters in Caco-2 cell monolayers. Eur. J. Pharm. Sci. v.16,n.4-5, (4-5):p. 237-246, 2002.

ROWE, RC; SHESKEY, PJ; QUINN, ME. Handbook of pharmaceutical excipients. 6. ed. Londres, Chicago: Pharmaceutical Press, 2009. 888 p.

SILVA, KER; ALVES, LDS; SOARES, MFR; PASSOS, RCS; FARIA, AS; ROLIM NETO, PJ. Modelos de avaliação da estabilidade de fármacos e medicamentos para a indústria farmacêutica. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl. v.30, n.2(2):p. 129-135, 2009.

TONAZIO, L; VILELA, MMP; JESUS, RR; PINTO, MAO; AMARAL, MPH. Reações adversas dos adjuvantes farmacêuticos presentes em medicamentos para uso pediátrico. HU Revista. v. 37, n.1(1):p. 63-68, 2011.

YANO, HM; BUGNO, A; AURICCHIO, MT. Intoxicação por colchicina em formulação manipulada. Rev. Inst. Adolfo Lutz.v. 67(3):, n.3, p. 234-236, 2008.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)