Rancheiros do Rio Mogi-Guaçu, Município de Barrinha-SP: Uma Experiência do Novo Rural Brasileiro

Rosane Teresinha Petroróssi Figueiredo, Helena Carvalho de Lorenzo

Resumo


O presente artigo busca contribuir com os estudos sobre os desafios para o desenvolvimento de pequenas comunidades rurais que procuram conciliar o desenvolvimento de atividades agrícolas e não agrícolas como um importante instrumento de combate à pobreza rural, à instabilidade da renda agrícola e ao êxodo rural. A pesquisa foi realizada com rancheiros instalados às margens do rio Mogi-Guaçu, no município de Barrinha-SP, que tem como característica peculiar ser cidade-dormitório de boias-frias que trabalham nas usinas de canade-açúcar da região de Ribeirão Preto-SP. A comunidade estudada está formada por ranchos, locais de moradias e unidades de produção, onde se realizam diversas atividades econômicas agrícolas e não agrícolas que interagem entre si e com associações locais. As referências teóricas estão fundamentadas em autores que discutem as condições de formação do "novo rural brasileiro" e da "pluriatividade no campo" e explicam o tema a partir de um paradoxo entre a presença de grandes latifúndios e da monocultura e, de outro, das pequenas propriedades familiares que desenvolvem estas atividades para permanecerem no campo. Constatou-se uma experiência que não se enquadra somente nos estudos sobre a pluriatividade no campo; a importância da cooperação entre os rancheiros com forma de garantia de sustentação de suas atividades; e a importância da atuação do setor público como garantia de apoio institucional. Assim, no âmbito dos estudos sobre o novo rural, o estudo de caso apresenta uma experiência inovadora praticada por atores que criaram uma forma de organização ímpar para gerar trabalho e renda.

Palavras-chave


Pluriatividade; Comunidades rurais; Inclusão territorial.

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DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2010.v13i2.141

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