Grupos Focais como Recurso de Construção do Lúdico na Educação Ambiental: Relato de uma Experiência Abordando a Percepção De Riscos

Carlos Joaquim Einloft, José Ambrósio Ferreira Neto

Resumo


O enfrentamento dos problemas socioambientais do mundo hodierno passa, necessariamente, por processos educativos, dentre os quais a educação ambiental. Dentre muitas ferramentas, os jogos se destacam por seu caráter lúdico que permite a abordagem e assimilação de conteúdos, mesmo os mais complexos, pelo seu caráter divertido. Entretanto, para a superação de modelos de construção de práticas educativas que agem de forma etnocêntrica, invasiva, "de cima para baixo", é preciso que se considere uma concepção educativa abrangente, que permita a construção do conhecimento "com o sujeito" e não "para o sujeito". Um dos caminhos para superação desse modelo está, portanto, atrelado a processos participativos que envolvam o usuário final do instrumental em sua dinâmica de construção, isto é, uma metodologia capaz de acolher o sujeito no processo de conhecimento. Dessa forma, este artigo apresenta os grupos focais como recurso de construção do lúdico na educação ambiental, investindo, nesse sentido, no relato de uma experiência de pesquisa em que o tema principal foi a percepção de riscos, sejam eles ambientais, tecnológicos ou sociais. Com o propósito de superar uma concepção de educação ambiental meramente instrumentalizadora, de caráter heteronômico e mecanicista, apresentamos uma contribuição para o debate sobre a utilização de metodologias participativas na pesquisa social, discutindo os grupos focais no processo de elaboração de um instrumento lúdico de construção coletiva e polissêmica, que resultou na construção de um jogo com dupla natureza de construção social do conhecimento, sendo a primeira o processo mesmo de elaboração do jogo, e a segunda, o caráter catalisador de debates capaz de permitir a construção social do conhecimento no encontro de múltiplas subjetividades na aplicação prática da dinâmica.

Palavras-chave


Grupos focais; Educação ambiental; Percepção do risco.

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DOI: https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2013.v16i2.69

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