Controle de qualidade e avaliação da estabilidade de soluções nasais obtidas em residências de Vargem Grande do Sul – SP

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Andréia de Haro Moreno
Aline Arantes Bovo

Resumo

A mucosa nasal possui a função de filtrar, aquecer e umedecer o ar garantindo a proteção do trato respiratório inferior contra micro-organismos, substâncias alergênicas e irritantes. Normalmente a higienização é realizada com solução isotônica de cloreto de sódio a 0,9%, produto de fácil acesso e sem restrições de compra. No entanto, a maioria dos usuários não conhece o modo correto de uso das soluções nasais e acabam introduzindo o gotejador nas narinas. Sabe-se que na mucosa nasal são encontrados diversos tipos de bactérias capazes de provocar a contaminação da solução nasal utilizada, além de transmitir a contaminação a outro indivíduo caso o produto seja de uso compartilhado. O objetivo do trabalho foi realizar o controle de qualidade microbiológico de soluções nasais em uso quanto à presença de bactérias e fungos. Metodologia: Foram recolhidas amostras de solução nasal utilizada por 10 voluntários da cidade de Vargem Grande do Sul-SP e avaliadas quanto à contagem de micro-organismos aeróbios viáveis pela técnica de semeadura em profundidade e pesquisa e identificação de patógenos específicos, de acordo com a Farmacopeia Brasileira. Os resultados mostraram intenso crescimento de bactérias e fungos (incontáveis colônias), além da presença de micro-organismos patogênicos (Staphylococcus aureus) em todas as amostras analisadas. Foi possível concluir que o sistema conservante apresentou baixa eficácia na preservação das formulações durante o período de uso, sendo necessária a conservação do produto em local adequado e evitar o hábito de encostar ou introduzir o gotejador dos frascos de solução nasal diretamente nas narinas.

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Como Citar
Moreno, A. de H., & Bovo, A. A. (2018). Controle de qualidade e avaliação da estabilidade de soluções nasais obtidas em residências de Vargem Grande do Sul – SP. Revista Brasileira Multidisciplinar - ReBraM, 21(2), 156-163. https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2018.v21i2.526
Seção
Comunicação Breve
Biografia do Autor

Andréia de Haro Moreno, Docente do Curso de Pós-Graduação, Universidade de Araraquara, UNIARA, Araraquara-SP.

Docente do Curso de Pós-Graduação, Universidade de Araraquara, UNIARA, Araraquara-SP.