O último bip: cuidados paliativos na unidade de terapia intensiva
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Abstract
Não há como negar que a morte constitui uma realidade comum nos hospitais, especialmente em setores como Unidades de Terapia Intensiva. Apesar da morte fazer parte do ciclo natural da vida, nem sempre é visto como uma passagem natural, mas sim, algo traumático e sofrido. Dessa maneira, acredita-se que compreender e aplicar os cuidados paliativos na prática profissional seja de suma importância diante da terminalidade da vida. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa foi descrever por meio do estado da arte, o papel da enfermagem nos cuidados paliativos da Unidade de Terapia Intensiva. No que se refere aos materiais e métodos desse estudo, essa pesquisa é do tipo revisão de literatura, onde foi idealizada nos moldes do estudo descritivo, de teor exploratório e de natureza qualitativa. A Biblioteca Virtual em Saúde foi o campo de pesquisa para coleta de dados, onde foram utilizados descritores controlados para subsidiarem na busca. Pelo exposto, evidenciou-se nos 14 estudos analisados que os princípios que se mostraram mais relevantes à prática assistencial dos enfermeiros diante dos cuidados paliativos foram aliviar a dor e outros sintomas associados; garantir a qualidade da vida e do morrer; priorizar sempre o melhor interesse do paciente e, respeitar a autonomia do doente e seus representantes vida e avaliar o custo-benefício a cada atitude médica assumida. Foi claro o reconhecimento da enfermagem diante da terminalidade da vida e sua ação nos cuidados paliativos. No entanto, alerta-se para necessidade cada vez maior de discutir esse tema afim de romper com estigmas e paradigmas que a morte pode trazer.
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