Plasma convalescente como alternativa ao tratamento aplicado à Covid-19

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ISABELA BARBOSA dos santos
JULIA RODRIGUES VIEIRA BORRASCA
LARA DE OLIVEIRA TIERA
LARISSA GARCIA
MARINA GUIDORIZZI ADVÍNCULA
THAINÁ GIACHINI SEGANTINI
THAÍS MARQUES DE MENDONÇA
Bruna Galdorfini Chiari-Andréo

Resumo

A COVID-19 é uma doença infecciosa, que se espalhou rapidamente no mundo, caracterizando uma pandemia. Tem como agente etiológico o SARS-CoV-2, que promove infecções respiratórias, principalmente, com sintomas equivalentes ao do resfriado comum, mas também, complicações principalmente em pacientes com comorbidades. Até o momento não existem relatos de medicamento, disponível para a população, capaz de controlar a proliferação do vírus. Neste contexto, uma alternativa que emerge e também vem sendo discutida é a utilização de plasma convalescente (PC). Assim sendo, este trabalho teve como objetivo apresentar um possível recurso terapêutico para o cuidado de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 utilizando PC, com base em evidências da literatura. Para alcançar este objetivo, bases de dados, como Google Acadêmico, Scielo, Science Direct e PubMed, foram utilizadas na busca de evidências. Dentre os unitermos utilizados podem ser citados: “Coronavirus”, “COVID-19”, “SARS-CoV-2”, “convalescent plasma” isolados ou em combinação. O PC consiste em plasma de pacientes que já tiveram a doença e se recuperaram servindo como fonte de anticorpos específicos de origem humana, uma vez que houve o desenvolvimento de imunização humoral contra o agente infeccioso. Portanto, neste caso, a intenção é realizar a transfusão de PC para pacientes que estão doentes neutralizando o patógeno e, eventualmente, levando à sua erradicação da circulação sanguínea, já que o anticorpo circula no sangue, atinge tecidos e protege contra infecções. Ainda não existem muitos trabalhos disponíveis na literatura sobre o tema mas já mostram resultados promissores, inclusive associados com evidências anteriores de outras infecções virais como Ebola, H5N1, H1N1 e do sarampo. Conclui-se que o plasma convalescente pode ser uma terapia potencial para pacientes infectados com SARS-CoV-2 com maior risco envolvido. Não foram descritas reações adversas graves associadas à utilização de PC, mas melhoria do quadro em comparação ao não tratamento.  


 

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Como Citar
dos santos, I. B., BORRASCA, J. R. V. ., TIERA, L. D. O. ., GARCIA, L. ., ADVÍNCULA, M. G. ., SEGANTINI, T. G. ., DE MENDONÇA, T. M. ., & Chiari-Andréo, B. G. (2020). Plasma convalescente como alternativa ao tratamento aplicado à Covid-19. Revista Brasileira Multidisciplinar, 23(3). https://doi.org/10.25061/2527-2675/ReBraM/2020.v23i3.1153
Seção
Artigo de Divulgação
Biografia do Autor

Bruna Galdorfini Chiari-Andréo, Universidade de Araraquara - Uniara,Sâo Paulo

Docente da Universidade de Araraquara - UNIARA nos cursos de graduação em Farmácia, Estética e Cosmética e Biomedicina, pós-graduação presencial em Estética Facial a Corporal, além de cursos de pós-graduação a distância (EAD) na área de Cosmetologia e Estética. Possui graduação em Biotecnologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008), graduação em Farmácia pelo Centro Universitário de Araraquara (2014), mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2011) e doutorado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara - Unesp (2014). Atualmente realiza seu estágio pós-doutoral na Faculdade de Ciências Farmacêuticas - UNESP - Araraquara. Tem experiência na área de Cosmetologia, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento de cosméticos, fitocosméticos, antioxidantes, análise de eficácia e segurança de produtos cosméticos.

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